Impermeabilização Construsul Manutenção Predial Porto Alegre

Tipos de Impermeabilização

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Tipos de Impermeabilização Porto Alegre

Impermeabilização Porto Alegre

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O objetivo principal deste trabalho é executar a impermeabilização com membranas, mostrando desde os conceitos, tipos, característica e falhas até a execução e como se fazer o controle deste tipo de impermeabilização.

INTRODUÇÃO

A umidade sempre foi uma preocupação para o homem desde o tempo em que habitava as cavernas. O homem primitivo passou a se refugiar em cavernas para proteger das chuvas, animais, frio. Percebeu que a umidade ascendia do solo e penetrava pelas paredes, o que tornava a vida dentro delas insalubre.

Esses problemas fizeram com que o homem fosse sempre aprimorando seus métodos construtivos e isolando a sua habitação. A água, o calor e a abrasão foram e serão os mais ponderáveis fatores de desgaste e depreciação das construções – a água em particular, dado o seu extraordinário poder de penetração.

A umidade ainda é um desafio para a construção civil e o homem procura a cada dia combatê-la. Sendo assim, a impermeabilização se faz uma das etapas mais importantes na construção, propiciando conforto aos usuários finais da construção, bem como a eficiente proteção que deve ser oferecida aos diversos elementos de uma obra sujeitas às ações das intempéries.

IMPERMEABILIZAÇÃO

A importância da impermeabilização, além de permitir a habitabilidade e funcionalidade da construção civil, é relevada no objetivo de proteger a edificação de inúmeros problemas patológicos que poderão surgir com infiltração de água, integrada ao oxigênio e outros componentes agressivos da atmosfera (gases poluentes, chuva ácida, ozônio), já que uma grande quantidade de materiais constituintes da construção civil sofre um processo de deterioração e degradação, quando em presença dos meios agressivos da atmosfera.

Tem-se verificado com freqüência que a impermeabilização não analisada com a devida importância por parte dos engenheiros, construtores, arquitetos, projetistas e impermeabilizadores, tendo como conseqüência infiltração de água num primeiro instante, seguido de uma série de conseqüências patológicas como corrosão de armaduras, eflorescência, degradação do concreto e argamassa, empolamento e bolhas em tintas, curtos circuitos, etc., gera altos custos de manutenção e recuperação.

O custo de uma impermeabilização na construção civil e estimado em 1% a 3% do custo total de uma obra. No entanto, a não funcionalidade da mesma poderá gerar custos de reimpermeabilização da ordem de 5% a 10% do custo da obra envolvendo quebra de pisos cerâmicos, granitos, argamassas, etc., sem considerar custos de conseqüências patológicas mais importantes e outros transtornos ocasionados, depreciação de valor patrimonial, etc. Portanto, é de suma importância o estudo adequado da

impermeabilização de forma a utilizarmos todos os recursos técnicos que dispomos para executá-la da melhor forma possível.

1.1 – CONCEITO DE IMPERMEABILIZAÇÃO

Também chamados hidrorepelentes, são substâncias que detêm a água, impedindo sua passagem, muito utilizados no revestimento de peças e objetos que devem ser mantidos secos. Agem eliminando ou reduzindo a porosidade do material, preenchendo infiltrações e isolando a umidade do meio.

Na construção civil, são empregados no isolamento de fundações, pisos, telhados, lajes, paredes, reservatórios e piscinas. Podem ter origem natural ou sintética, orgânica ou inorgânica.

1.2 – VANTAGENS DA IMPERMEABILIZAÇÃO

Proporciona ótima superfície;

Prolongamento da vida útil da superfície protegendo-a contra intempéries

Melhor acabamento a superfície;

Evita formação de Fungos e Mofos;

Facilita a limpeza e manutenção;

Estanqueidade;

Conforto térmico e acústico, etc.

2- CLASSIFICAÇÃO DOS SISTEMAS DE IMPERMEABILIZAÇÃO

As impermeabilizações podem ser rígidas ou flexíveis e escolha do Sistema de Impermeabilização mais adequado para uma dada construção varia com:

Forma da estrutura;

Pressão da água e sua direção;

Insolação e variação de temperatura;

Tipo de área a ser impermeabilizada (lajes, subsolos, piscinas etc.);

Custos.

2.1- CLASSIFICAÇÕES TEÓRICAS

Conforme o tipo de estrutura, sua posição dos fluxos d’água, entre outros fatores, deve ser escolhido o sistema de impermeabilização mais adequado.

Quanto à flexibilidade pode ser rígida ou flexível;

Quanto à solicitação pela água pode ser sob pressão, de percolação ou umidade do solo ou ambiente;

Sob Pressão

Percolação

Umidade do Ambiente

Umidade do Solo

Quanto à regulamentação por norma pode ser normatizado ou não normatizado;

Quanto à execução pode ser pré-fabricado ou moldado in loco;

Quanto à aplicação pode ser a quente ou a frio;

Quanto à camadas pode ser monocapa ou multicapa;

Quanto à estruturação pode ser armada ou não armada;

Quanto à aderência pode ser aderente, parcialmente aderente ou não aderente

Quanto ao comportamento dos elementos da edificação pode ser sujeito a fissuração e trinca ou sujeitos a esforços externos.

2.2 – LOCAIS ONDE SE APLICA IMPERMEABILIZAÇÃO

São inúmeros os locais onde se faz necessário a aplicação de impermeabilização, tais como:

Subsolos, playgrounds, lajes internas de cozinhas, banheiros, áreas de serviço, varandas, jardineiras, lajes superiores a pisos das casas de máquinas, lajes permanentes e rodapés de cobertura, caixas d’água e cisternas, piscinas, calhas, banheiras, terraços, marquises, box de banheiro que interligam ambientes de temperatura diferentes tabuleiros de viadutos, pontes em áreas frias (piso banheiro, cozinha, área de serviço), muros de arrimo, coberturas, terraços lajes planas, rampas.

3 – SISTEMA DE IMPERMEABILIZAÇÃO FLEXÍVEL (MEMBRANAS)

Membrana é o conjunto impermeabilizante, moldado no local, com ou sem armadura. Existem diversas membranas no mercado, onde cada uma com suas respectivas características quanto ao local de aplicação. Estas membranas de modo geral podem ser utilizadas praticamente todo local. Alguns tipos:

Membranas Asfálticas

Feltro Asfáltico e asfalto

Emulsão Asfáltica e véu de fibra de vidro

Membranas Asfálticas (asfalto elastomérico em solução)

Membranas Poliméricas Sintéticas

Elastômeros em solução (Neoprene, Hypalon)

Membranas Termoplásticas (acrílicas)

Membranas Poliméricas Sintéticas

3.1- MEMBRANAS ASFÁLTICAS

Essas membranas podem ser aplicadas a frio ou a quente. Na aplicação das membranas a frio, têm-se as emulsões e soluções asfálticas e os asfaltos elastoméricos. Nas membranas asfálticas aplicadas a quente pode ser utilizado o asfalto oxidado e o asfalto modificado.

Devido à alta tecnologia desenvolvida na indústria de impermeabilização, atualmente muitos asfaltos são modificados com adição de polímeros, aumentando o ponto de amolecimento, diminuindo a penetração, aumentando a resistência à fadiga mecânica, aumentando a resistência ao escorrimento e adquirindo flexibilidade a baixas temperaturas.

Como principais armaduras podemos incluir a tela de poliéster termo estabilizada, o véu de fibra de vidro, o não tecido de poliéster, entre outros.

3.2- MEMBRANAS SINTÉTICAS

Nas membranas sintéticas, temos as soluções elastoméricas, com a utilização de materiais mais comumentes chamados de neoprene; as emulsões termoplásticas que são à base de polímeros acrílicos emulsionados; as soluções e emulsões poliméricas. Tipo:

3.2.1- Asfalto Oxidado

É um betume asfáltico cujas características foram modificadas pela passagem de ar aquecido a – 2000°C através de sua massa aquecida. Este tratamento produz alterações em suas propriedades, principalmente quanto à diminuição de suscetibilidade térmica, isto e, da tendência a modificar a sua consistência pelo efeito da temperatura.

Os asfaltos oxidados não são elásticos, apenas possuem plasticidade. Deformam em torno de 10% (sem modificação com óleos ou polímeros), são quebradiços em baixa temperatura, possuindo baixa resistência a fadiga.

Quando a reação de oxidação ocorre na presença de agentes catalisadores, omprocesso de oxidação é chamado de oxidação catalística. Permite a adição de polímeros elastoméricos para melhoria de sua flexibilidade.

3.2.2- Asfalto Modificado com Polímeros

Sua modificação com polímeros tem como objetivo incorporar melhores características físicoquímicas ao asfalto. As principais características do asfalto polimérico são:

Melhor resistência as tensões mecânicas;

Redução da termo – sensibilidade;

Maior coesão entre partículas;

Excelente elasticidade/plasticidade;

Sensível melhora à resistência à fadiga;

Sensível melhora da resistência ao envelhecimento

Dependendo dos polímeros utilizados, permitem que o asfalto resista aos raios ultra-violeta do sol. O asfalto modificado pode ser aplicado a quente ou a frio (em emulsão ou solução), mas sua maior aplicação é feita na industrialização de mantas asfálticas poliméricas com armaduras.

3.2.3- Emulsão Asfáltica

É um impermeabilizante produzido através da emulsificação do asfalto em água através de um agente emulsificador. A combinação com cargas minerais melhora sua resistência ao escorrimento em temperaturas mais elevadas. Apresenta baixa flexibilidade, resistência a fadiga e durabilidade, restringindo sua utilização em situações de menor exigência de desempenho.

3.2.4- Solução Asfáltica

É produzida principalmente a partir da solubilização do asfalto oxidado cm solvente apropriado, de forma a permitir a sua aplicação a frio. Após a evaporação do solvente, adquire as propriedades do asfalto antes da solubilização. Seu principal uso e como primer para a utilização de impermeabilizantes a base de asfalto oxidado e mantas asfálticas

3.2.5- Emulsão Polimérica

É produzida a partir da emulsificação de polímeros termoplásticos e sintéticos. As emulsões acrílicas bem formuladas têm boa resistência aos raios ultravioletas do sol, permitindo sua aplicação em impermeabilizações expostas.

Possui absorção d’água relativamente elevada, devendo, portanto, ser aplicada em lajes com inclinação. Não devem ser usadas em lajes com proteção mecânica ou com exigências de desempenho, médias elevadas, restringindo sua aplicação em lajes expostas, com acesso para uma periódica conservação ou manutenção.

É importante escolher boas emulsões acrílicas, pois em nosso mercado existem algumas de formulação sofrível. As emulsões acrílicas, também, são utilizadas em formulação apropriada, como pintura refletiva de impermeabilização, como mantas pré-fabricadas, etc.

3.2.6- Membrana de Elastômero (Polímeros)

Aplicação de várias demãos de solução polimérica, com a utilização de, pelo menos, uma armadura de tola de nylon ou poliéster.

3.2.7- Membranas Termoplásticas

Aplicação de varias demãos de emulsão termoplástica intercalada com, pelo menos, uma tola de nylon ou poliéster. Ex.: membrana de emulsão acrílica.

3.3 – VANTAGENS E DESVANTAGENS DAS MEMBRANAS

3.3.1- Vantagens:

Aplicação a quente e a frio. Aderência a diversos tipos de superfície. Flexibilidade. Muitos após a cura viram atóxico, Durabilidade. Muitos com resistência a luz solar. Alta resistência mecânica e a abrasão. Aceitação de diversos tipos de revestimento de acabamento.

3.3.2- Desvantagens:

-Variação de espessura. Dificuldade de controle e fiscalização, quer pelo consumo (numero de demãos, adulteração do produto). Aplicação de várias camadas, ficando sujeitas a intempéries e interferências. Aguardar tempo de secagem senão poderão surgir bolhas se o tempo não for cumprido.

Possibilidade de haver desalinhamento na armadura acarretando desempenho variável. Sensível gasto de tempo e mão de obra, acarretando maior custo. Dificuldade no cronograma de obras, pois a área fica por mais tempo interditada, podendo ocorrer danos a terceiros.

3.4 – CARACTERÍSTICAS GERAIS

Resistência a Intempéries:envolve toda forma de exposições climáticas que podem ter influência sobre a membrana: calor/frio, água, umidade, neve/gelo/granizo, radiação UV e exposição ao ozônio.

Reação ao Fogo: de uma membrana é indicada pelo grau de combustibilidade quando exposta diretamente à chama.

Resistência a Raízes:indica a estabilidade da membrana à penetração de plantas em crescimento.

Resistência à Carga de Vento: inclui a resistência das soldas, ao arrancamento e rasgamento das mesmas, assim como a resistência à tração e ao puncionamento em caso de fixações mecânicas.

Estabilidade Dmensional: envolve dois aspectos principais: alongamento e contração induzidos por ciclos térmicos, além da possibilidade de retração devida ao calor.

Estabilidade Química: indica a resistência da membrana ao contato com materiais betuminosos e alcalinos e a produtos químicos como alguns ácidos e água.

Resistência Mecânica:inclui a resistência a esforços de compressão e impacto (cargas dinâmicas e estáticas), resistência à dobra e soldagem das membranas.

Resistência a Micro-Organismos: descreve o comportamento das membranas na presença de fungos, bactérias e afins.

4 – PROJETO DE IMPERMEABILIZAÇÃO

De todos os aspectos que envolvem a impermeabilização, a ausência de projetos específicos parece ser a raiz principal do problema.

A impermeabilização ocupa um espaço importante na medida em que influi e altera uma estrutura, um gabarito de obra, um projeto elétrico e hidráulico, ou seja, interfere em todas as fases da obra. O projeto de impermeabilização deverá ser desenvolvido conjuntamente com o com o projeto geral e os projetos setoriais de modo a serem previstas as correspondentes especificações em termos de dimensões, cargas e detalhes.

Porém a realidade é bem diferente. Na maioria dos casos, inexiste o projeto de impermeabilização, e a firma impermeabilizadora é chamada quando o edifício já está quase concluído; em geral não foram previstos os caimentos, proteções, rebaixos e outros detalhes, fundamentais para o bom funcionamento da impermeabilização. Por vezes não foi sequer prevista, no cálculo da laje a sobrecarga, geralmente significativas provenientes dos enchimentos e proteções necessárias.

A falta de um projeto específico de impermeabilização, especificando os detalhes necessários, que tenha sido desenvolvido de maneira coordenada com o projeto do edifício, prevendo-se as interações com a estrutura, instalações, etc., implica uma série de improvisações na obra, que além de bastante onerosa leva geralmente a soluções que não são satisfatórias.

Além disso, a falta de uma especificação clara e precisa dos materiais e serviços, leva a uma série de problemas na contratação e na definição das responsabilidades das diversas partes envolvidas (projetistas, executor da obra, executor da impermeabilização, outros empreiteiros, etc.).

Os custos de um projeto de impermeabilização são inúmeras vezes menores que os custos decorrentes de eventuais desperdícios, reparos, danos a diversas partes da construção etc. , que podem ser ocasionados por falta desse mesmo projeto.

Ter um projeto de impermeabilização tem suas vantagens como:

Unificação dos orçamentos;

Facilidade durante a fiscalização;

Antecipação dos possíveis problemas que possam vir a ocorrer durante a execução da impermeabilização;

Definição de etapas de execução de serviços;

Prevenção dos possíveis problemas patológicos ou escolha do sistema de impermeabilização inadequada;

Compatibilidade entre todos os projetos inerentes de uma obra (estrutura, arquitetura, hidráulica e elétrica, paisagismo, etc.)

4.1- ESTUDO DO PROJETO DE IMPERMEABILIZAÇÃO

Embora o mercado de membranas tenha evoluído, a execução dos sistemas moldados in loco sempre foi considerada um dos calcanhares de Aquiles. Ao contrário das mantas, cujos erros de aplicação acontecem quase que exclusivamente nas emendas ou nos cortes malfeitos, as membranas exigem um rígido controle da espessura e, consequentemente, da quantidade de produto aplicado por metro quadrado.

Se o sistema exigir 5 a 6 kg de produto e for aplicado apenas 3 kg, por exemplo, fica difícil de visualizar essa falha de execução. É um tipo de impermeabilização que exige aplicação 100% bem-feita. É na falha que aparecerá o vazamento.

Para facilitar a execução, algumas empresas desenvolveram sistemas de aplicação mecanizada adaptada para os produtos disponíveis no mercado, como o equipamento de projeção de argamassa polimérica e o air less para produtos mais líquidos produtos à base de resina poliuretana ou de poliuréia.

Equipamentos a jato, com mangueiras de pressão, também facilitam a aplicação da poliuréia para a confecção da membrana. Mas esse produto é ainda pouco difundido no Brasil devido ao alto custo. Especialistas lembram, entretanto, que embora as técnicas de execução tenham avançado, a mão-de-obra não acompanhou essa evolução, comprometendo, em muitos casos, a execução.

4.2- CUIDADOS

Para aplicar membranas de base solvente, o substrato – seja laje, baldrame ou parede, deve estar totalmente seco. Já membranas do tipo emulsivas, à base de água, exigem substratos secos ou úmidos, sem pressão d’água atrás da superfície de contato, o que evitará o descolamento.

O tempo de secagem entre as demãos e a preparação do substrato deve ser observado para garantir a qualidade dos serviços.

Em substrato sob pressão de água atuando diretamente sobre a impermeabilização, as mantas são mais indicadas, pois compõem um elemento impermeabilizante mais resistente. Em grandes túneis submersos, com pressão hidráulica negativa forte, por exemplo, normalmente utilizam-se mais os pré-fabricados.

Além de garantir a espessura mínima correta, o tempo de secagem entre as demãos e a preparação do substrato são itens que devem ser observados de acordo com o tipo de sistema ou produto adotado.

Durante a aplicação, a proteção da área tem de ser realizada de forma a não comprometer ou danificar a membrana. Deve-se executar a camada de proteção mecânica nos sistemas que a exigem, após a aplicação da camada impermeável, desde que separada com filme de polietileno, de papel Kraft do tipo betumado, ou geotêxtil. Em áreas sob a ação de chuva e de calor, nociva à execução da impermeabilização, o uso de coberturas provisórias para proteger a aplicação é o mais comum.

Alguns tipos de membranas como as acrílicas, por exemplo, podem ser aplicadas como revestimento final de superfícies, desde que não haja trânsito de pessoas ou veículos. Mas, em geral, a maior parte dos tipos de impermeabilização deve ter uma camada de proteção mecânica que varia desde uma simples argamassa (tráfego de pessoas) ou concreto (tráfego de veículos).

Outro cuidado é protegê-las contra as intempéries. A proteção térmica, que por convenção do mercado nacional é executada sobre a camada impermeável, pode ser feita com EPS, argila expandida, areia e a própria argamassa.

Alguns tipos de membranas podem funcionar como revestimento final desde que não haja grande trânsito de pessoas e veículos na área

4.3- INTERFACE

Sem contar a aplicação inadequada, a especificação incorreta e o uso de produtos de má qualidade, projetos mal desenvolvidos costumam responder por grande parte do fracasso do sistema e são sinalizadores de futuras patologias. Por isso, a compatibilização do projeto de impermeabilização com os demais pode evitar uma série de problemas durante a aplicação ou ao longo da vida útil da impermeabilização.

De acordo com Richard Springer, pela norma técnica de seleção e projeto de impermeabilização em vigor (NBR 9575/2003), o projeto é obrigatório e deve ser realizado para edificações multifamiliares, comerciais, mistas, industriais e também para túneis, barragens e obras-de-arte, em execução ou sujeitas a acréscimo ou reconstrução.

Ou ainda àquelas submetidas a reformas ou reparos generalizados, como por exemplo, em condomínios. O bom desempenho da impermeabilização dependerá do desempenho da estrutura, por isso é importante definir se será mais ou menos flexível ou fissurável. .

Se na teoria isso vale, a prática nem sempre traduz essas recomendações. Vieira afirma que projetos mal elaborados não são incomuns e resultam em retrabalho. O mais comum são plantas de arquitetura sem a indicação adequada da previsão do sistema. Na hora de aplicá-lo, o construtor vê que não há espaço. Em uma cobertura de laje com paredes prontas de concreto, às vezes é necessário sacrificá-las para encaixar a impermeabilização. .

A tubulação dos ralos, projetados para acompanhar o projeto de drenagem, deve ser dimensionada a partir da previsão do sistema já que os tubos receberão camadas do impermeabilizante e podem propiciar o acúmulo de água nessas áreas. Além do detalhamento da estrutura (ralos, rodapés e soleiras), o projeto deve se estender à preparação correta do produto.

Outro cuidado é quanto à instalação de antenas e outros equipamentos nas lajes de cobertura que, em geral, costumam provocar a furação da membrana, danificando o sistema. O mesmo acontece com projetos de jardinagens com árvores de grandes raízes.

Os cantos vivos de 90° devem ser evitados, substituindo-os por cantos mais arredondados, para que tanto as mantas como as membranas não rasguem devido ao dobramento em ângulo vivo do estruturante. “Uma boa impermeabilização tem que funcionar como uma bandeja, com bom caimento”, ressalta Ercio Thomaz.

4.4- INTERFACE DE PROJETOS SEGUNDO A NBR 9575/2003

Toda instalação que necessite ser fixada na estrutura, no nível da impermeabilização, deve possuir detalhes específicos de arremate e reforços da impermeabilização

Toda a tubulação que atravesse a impermeabilização deve ser fixada na estrutura e possuir detalhes específicos de arremate e reforços da impermeabilização

As tubulações de hidráulica, elétrica e gás e outras que passam paralelamente sobre a laje devem ser executadas sobre a impermeabilização e nunca sob. As tubulações aparentes devem ser executadas, no mínimo, 10 cm acima do nível do piso acabado, depois de terminada a impermeabilização e seus complementos

Quando houver tubulações embutidas na alvenaria, deve ser prevista proteção adequada para a fixação da impermeabilização. As tubulações externas às paredes devem ser afastadas entre elas ou dos planos verticais no mínimo 10 cm

As tubulações que transpassam as lajes impermeabilizadas devem ser rigidamente fixadas à estrutura. Quando houver tubulações de água quente embutidas deve ser prevista proteção térmica adequada para execução da impermeabilização

4.5- TIPOS DE APLICAÇÃO

4.5.1- Aplicação a Quente

Os produtos empregados para moldagem ou aplicação a quente são os asfaltos obtidos do CAP (Cimento Asfáltico de Petróleo), modificados com ou sem adição de polímeros elastoméricos. Podem ser do tipo catalítico, oxidado, policondensado e elastomérico. São estruturados com véu de fibra de vidro ou de poliéster, armaduras que absorvem eventuais esforços introduzidos ou transmitidos à massa asfáltica, conferindo-lhe resistência mecânica

4.5.2- Aplicação a Frio

Para membranas a frio, são empregadas as emulsões asfálticas, os asfaltos elastoméricos em emulsão e/ou solução, o polipropileno e polietileno clorossulfonado, o poliisobutileno isopreno em solução, o estireno-butadieno-estireno, os poliuretanos modificados ou não com asfalto, a poliuréia, os polímeros modificados com cimento, o epóxi modificado ou não, e os acrílicos obtidos através de ácidos acrílicos ou metacrílicos e de seus derivados.

Podem ser estruturados ou não com véu de fibra de vidro, ou de poliéster, e telas de não-tecido de poliéster. Porém, antes da escolha do produto, é importante observar as propriedades físico-químicas exigidas à camada impermeável e, portanto, verificar se o sistema resistirá aos ataques químicos ou agressões físicas.

5- MÉTODO EXECUTIVO

5.1- CONSULTAS PRÉVIAS

NR – 11 Transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de materiais.

NR – 18 Condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção.

Projetos Estrutural, Arquitetônico, Hidráulico, Incêndio, Impermeabilização.

5.2- IMPERMEABILIZAÇÃO COM MEMBRANA PROTETIVA

Na área impermeabilizada deverá ser feito uma limpeza m seguida foi aplicado o primer como agente de adesão assim o ambiente estava preparado para receber a impermeabilização.

Área à ser impermeabilizada

5.3- PREPARAÇÃO DO MATERIAL A SER APLICADO

A aplicação da membrana protetiva só é possivel com a mistura do premix com o ativador, isto é feito de forma mecânica (figura acima) e para que esta mistura seja feita de maneira eficaz, o empreeiteiro mandou uma serralheria fazer um batedor para que ele pudesse adaptá-lo em uma furadeira (figura abaixo), atendendo desta maneira as exigências do fornecedor.

5.4- APLICAÇÃO DA MEMBRANA PROTETIVA IMPERMEABILIZANTE

Após a ativação do material, a aplicação deve ser executada em até 15 minutos, então enquanto uma pessoa aplicou com o rolo nas áreas abertas um outro colaborador fez a aplicação com pincel na partes onde era exigido precisão e arremates.

5.5- FINALIZAÇÃO DA OBRA

Após aplicação da primeira demão deve-se aguardar 2 horas para aplicação da segunda, e o intervalo máximo entre demãos para que sejam mantidas as características determinadas pelo fornecedor deve ser de 5 horas, a superfície tratada ficou pronta para o serviço em 24 horas e com a aplicação da membrana protetiva o problema de infiltração deixou de existir.

6- FALHAS COMUNS

Os problemas mais freqüentes que resultam no insucesso da impermeabilização têm origem nas falhas de execução que, na maioria das vezes, estão relacionadas à umidade, descolamento, fissuração e na instalação.

No Brasil, existe a opinião generalizada de que a maior parte das falhas de impermeabilização ocorre em detalhes, particularmente em ralos e rodapés. Por isso, é importante a fiscalização da impermeabilização por parte das construtoras e empreiteiras que subcontratam os serviços de empresas especializadas.

Um primeiro passo é o perfeito conhecimento das normas técnicas existentes. Conheça algumas dicas básicas para a fiscalização da impermeabilização.

6.1- FALHAS BÁSICAS

Ausência de projeto;

Escolha inadequada de materiais ou sistemas;

Dimensionamento.

6.2- FALHAS DE DETALHES

Juntas;

Não execução de rodapé de impermeabilização 20 cm acima do Piso acabado;

Não consideração da argamassa de regularização para a previsão da cota de passagem de água por vigas invertidas;

Falta de proteção da base de platibandas, permitindo a infiltração

sob a impermeabilização;

Falta de proteção mecânica;

Erros de projeção em outras partes do edifício como rede pluvial

mal projetada ou executada, falta de desnível na soleira e outros que causam infiltrações, reputadas depois à impermeabilização.

6.3- FALHAS NA QUALIDADE DOS MATERIAIS

Materiais não normalizados com propriedades inadequadas à utilização;

Materiais adulterados: ausência de controle de qualidade;

Adulteração por parte do fornecedor ou do aplicador.

6.4- FALHAS NA EXECUÇÃO

Falta de argamassa de regularização que ocasiona a perfuração da impermeabilização;

Não arredondamento dos cantos e arestas;

Execução da impermeabilização sobre base úmida que compromete a aderência, gerando bolhas que poderão ocasionar deslocamentos e rupturas da películas impermeabilizante;

Execução da impermeabilização sobre base empoeirada, comprometendo a aderência;

Juntas: travadas por tábuas ou pedras, com cantos cortantes que podem “mastigar” a impermeabilização; arremate de aresta da junta executado com argamassa que pode desprender-se pela ação do mástique;

Falta de berço para a manta butílica;

Uso de camadas grossas na aplicação da emulsão asfáltica para economia de tempo, dificultando a cura da emulsão;

Falhas em emendas; pouco transpasse e mau uso do maçarico de ar quente nas mantas de PVC;

Perfuração de mantas pela ação de sapatas com areia, carrinhos,etc;

Não aplicação das últimas camadas de hypalon, deixando o neoprene exposto às intempéries, ocasionando deterioração rápida.

6.5- FALHAS DE UTILIZAÇÃO E MANUTENÇÃO

Danos causados na obra pela colocação de peso excessivo (entulho, equipamentos) sobre a impermeabilização, quando sobre esta existe apenas uma proteção provisória;

Perfuração da impermeabilização sem qualquer reparo, após a instalação de antenas, varais, etc;

Danos causados à impermeabilização por ocasião de troca de pisos;

Instalação de floreiras na cobertura de modo a possibilitar a penetração de água por cima do rodapé impermeabilizado;

Colocação de camada de brita sobre a cobertura, com o intuito de efetuar uma correção térmica, que pode ocasionar fissuras devido à sobrecarga da laje (caso isso não tenha sido previsto).

7- REFERÊNCIA DE NORMAS

NBR9686 – Solução e emulsão asfálticas empregadas como material de imprimação na impermeabilização

NBR11905 – Sistema de impermeabilização composto por cimento impermeabilizante e polímeros

NBR12170 – Potabilidade da água aplicável em sistema de impermeabilização

NBR12171 – Aderência aplicável em sistema de impermeabilização composto por cimento impermeabilizante e polímeros

NBR13321 – Membrana acrílica para impermeabilização

NBR15414 – Membrana de poliuretano com asfalto para impermeabilização

NBR9575 – Impermeabilização – Seleção e projeto

NBR9574 – Execução de impermeabilização

NBR9952 – Manta asfáltica para impermeabilização

NBR9818 – Projeto de execução de piscina (tanque e área circundante)

NBR9819 – Piscina

NBR10339 – Projeto e execução de piscina – sistema de recirculação e tratamento

NBR11238 – Segurança e higiene de piscinas

NBR8214 – Assentamento de azulejos

NBR6118 – Projeto de estruturas de concreto – ProcedimentoNBR 13724 – Membrana asfáltica para impermeabilização, moldada no local, com estruturante.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Muitos problemas associados a impermeabilizações podem ser encontrados e eliminados ao se planejar já nos primeiros estágios de desenvolvimento da construção.

O projetista de impermeabilização deve estar envolvido desde o início, sendo que o sistema executivo da impermeabilização deve ser discutido com todos os envolvidos na obra, a fim de se garantir a qualidade do trabalho, pode-se perceber que a impermeabilização é o ponto crítico para o êxito de uma construção. Sendo assim, deve-se dar uma atenção especial a esta etapa da construção

A impermeabilização, enfim, faz parte de um sistema de construção que se destina a vários propósitos: ganha um maior sentido na medida em que deve também interagir com o conforto do edifício, por exemplo, com o método executivo empregado, com os detalhes construtivos, com as técnicas de impermeabilização, com os materiais utilizados, objetivando uma eficiente proteção das obras contra a ação constante das intempéries.

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